Cirurgias plásticas e redes sociais: reflexos da década de 2020 na busca pelo corpo idealizado
DOI:
https://doi.org/10.31512/persp.v.49.n.185.2025.482.p.57-68Palavras-chave:
Autoestima, Padrões Estéticos, Influenciadores, Harmonização facial, Saúde mentalResumo
A cirurgia plástica, ramo da Medicina voltado à reconstrução e ao aprimoramento estético do corpo, tem ganhado relevância crescente na contemporaneidade, especialmente em virtude da influência exercida pelas redes sociais na construção dos padrões de beleza. Este artigo tem como objetivo investigar, com base na literatura científica recente, se as redes sociais influenciam a decisão de indivíduos em realizar cirurgias plásticas, sobretudo quando essa escolha é motivada pela exposição a conteúdos e padrões estéticos difundidos no ambiente digital. Adotou-se como método a revisão narrativa da literatura, com seleção de publicações em bases como PubMed, Google Scholar, Web of Science, SciELO, UpToDate e repositórios universitários. Evidenciou-se um aumento significativo na busca por cirurgias estéticas, impulsionado pela disseminação de padrões irreais de beleza promovidos por influenciadores digitais, cujos conteúdos são, frequentemente, modificados por filtros e edições. Tais práticas contribuem para expectativas inalcançáveis e impactos negativos sobre a saúde mental, sobretudo entre os jovens. Paralelamente, observa-se um debate crescente sobre a padronização estética em detrimento da valorização da diversidade humana. Conclui-se que, na década de 2020, as redes sociais desempenham papel central nas decisões relativas à cirurgia plástica, sendo essencial promover o uso consciente desses procedimentos como forma de valorização da individualidade.
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