Consequências da seletividade alimentar para o estado nutricional na infância: uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.31512/persp.v.49.n.185.2025.508.p.69-84Palavras-chave:
Nutrição da Criança, Ingestão Seletiva, CriançaResumo
A seletividade alimentar é definida como medo, desinteresse, recusa e aversão a experimentar alimentos conhecidos/desconhecidos, além de forte rejeição a determinados grupos alimentares (como frutas e vegetais). A ingestão limitada, que ocorre em crianças com comportamentos seletivos, pode ter um impacto negativo no desenvolvimento infantil. O objetivo deste estudo foi descrever a relação entre a seletividade alimentar e o perfil nutricional de crianças. Esta pesquisa é uma revisão de literatura, com a busca sistematizada de estudos relacionados ao tema, em bases de dados SciELO, Medline/PubMed, no período de 2015 a 2022. Foram selecionados nove estudos. A maior parte apresentou relação entre crianças seletivas e baixos índices de peso, crescimento e Índice de Massa Corporal, além de exibir associações com deficiências alimentares de alguns micronutrientes (ferro, zinco e vitaminas A e C), gerando um estado nutricional inadequado e impactando o desenvolvimento infantil. Constatou-se que não existe relação entre seletividade alimentar e diminuição da ingestão de energia pelas crianças. Por fim, verificou-se um consenso de que os comportamentos seletivos na alimentação devem ser investigados, a fim de que não ocorram prejuízos no desenvolvimento. Ademais, o acompanhamento com um nutricionista é importante para promover uma alimentação adequada, prevenir patologias e evitar o agravamento dos comportamentos alimentares seletivos nas crianças.
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