A relação entre sepse neonatal precoce e pré-natal materno em um hospital público da Região Norte do Rio Grande do Sul
DOI:
https://doi.org/10.31512/persp.v.48.n.8.2024.431.p.21-34Palavras-chave:
Recém-nascidos. Neonatologia. Estreptococo do grupo B.Resumo
A sepse neonatal é uma infecção grave em recém-nascidos, que desencadeia resposta inflamatória exagerada, sendo causa de morbimortalidade. Um fator de risco significativo é a colonização por estreptococos do grupo B durante a gravidez, indicando antibioticoterapia intraparto profilática. Portanto, investigar infecções na gestação é crucial, dada a falta de especificidade sintomatológica, embora a hemocultura seja o método diagnóstico padrão nos neonatos. O estudo conduzido na Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim/RS, entre 2022 a 2023, analisou a relação das condições maternas e do desenvolvimento de sepse neonatal de início precoce em bebês a termo, a fim de traçar um perfil epidemiológico. Dos prontuários eletrônicos dos pacientes foram coletadas informações sobre intercorrências pré-natais, além de dados clínicos, laboratoriais e microbiológicos dos recém-nascidos. A amostra incluiu 50 mães e seus filhos com suspeita de sepse nas primeiras horas de vida, que necessitaram de antibioticoterapia endovenosa. Um grupo controle composto por 50 bebês saudáveis também foi estudado. Os resultados sugeriram que o uso de antibióticos, a presença de estreptococos do grupo B e infecções do trato urinário na gestação estavam associados a desfechos desfavoráveis. Bebês com presunção diagnóstica demonstraram correlação entre alterações clínicas e escore de Rodwell, destacando sua utilidade na triagem inicial.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Perspectiva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.